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PROTEU



Sábado, 06.07.13

A Crise Política, ou o que raio seja isto!

Vamos ver se entendi alguma coisa disto.
1. Este governo tem sido, desde há dois anos, orientado pela vontade férrea de Vítor Gaspar, secundado pelo entusiasmo de Passos Coelho, com a bênção de Cavaco Silva, apadrinhado pelo entusiasmo do BCE, FMI, Comissão Europeia e da omnipresente Angela Merkel.
2. Nestes dois anos fizeram o que quiseram, legislaram o que lhes deu na real gana (com a excepção daquilo que era completamente ilegal à luz da Constituição).
3. Os "sacrossantos" mercados adoraram esta posição do Portugal de Vítor Gaspar que nos colocou na posição de cordeiro para o sacrifício da sua vontade gulosa e perversa.
4. Apesar disto tudo Gaspar e Coelho não acertaram uma única previsão. Nem uma!
5. Todos os indicadores económicos e sociais pioraram com a aplicação desta receita. Não adianta Passos Coelho vir agora desculpar-se com o memorando estabelecido com a Troika. Haja memória. Ele disse, com todas as letras, que o memorando seria o seu próprio programa de governo e que pretendia mesmo ir mais além do que lá estava previsto.
6. Vivemos hoje manifestamente pior do que há dois anos e não se vislumbra qualquer perspectiva de melhorar.
7. Este governo conseguiu o impensável de colocar simultaneamente contra si patrões e sindicatos.

 

Perante tudo isto Gaspar demitiu-se. Não porque as suas escolhas tivessem conduzido Portugal a esta situação de tragédia nacional. Não. Pelos vistos ele demitiu-se porque acha que não conseguiu ir ainda mais fundo no seu rumo. Parece que ainda é possível afundar mais isto.

Passos Coelho, em vez de aproveitar esta janela de oportunidade para corrigir o rumo, decidiu colocar na pasta das finanças um alter ego de Gaspar. Mais do mesmo. Estávamos à beira do abismo e agora preparamo-nos alegremente para dar um passo em frente.


Descobrimos também agora que dois anos de falhanços contínuos deste governo não são relevante ao pé do pedido de demissão de Paulo Portas. As asneiras de Passos e companhia não são relevantes. O que importa agora é que Portas foi um irresponsável e se demitiu.
No entanto, se analisarmos com alguma racionalidade as decisões políticas recentes, talvez cheguemos à conclusão que a melhor decisão até agora foi o pedido de demissão de Paulo Portas. Teve consistência e consequência. Resta saber se é suficiente. 


Quanto ao papel de Cavaco Silva nesta história toda resta-nos lamentar que este infeliz presidente se tenha remetido voluntariamente para a irrelevância política. Não tenho memória de um titular de uma alto cargo político que se tenha deixado voluntariamente tornar tão irrelevante.

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por M Bento às 11:47



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