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PROTEU



Quarta-feira, 30.09.09

Estio

Fim de Setembro, o Outono já chegado, mas o calor de Verão teima em cá continuar. É como se esta estação não quisesse partir, dar o lugar às manhãs e fins de tarde frescos e húmidos. 
O calor de Verão chama-me para a rua, para a viagem, para a descoberta dos espaços. Tenho sempre vontade de me fazer à estrada e ver as paisagens do estio. 
Lembro-me de, há muitos anos, em dias de calor sufocante andar pelas planícies alentejanas ao som do canto das cigarras, enquanto me perdia naquela paisagem que parece não ter fim Ali o horizonte parece sempre tão longínquo!
Tenho saudades desses dias de Verão. Desses dias despreocupados, em que a única coisa que me interessava verdadeiramente era a descoberta de paisagens e espaços diferentes. O país parecia tão grande, tão imenso. 

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por M Bento às 17:45

Quarta-feira, 30.09.09

A Ameaça do Patrão dos Patrões

Francisco Van Zeller, patrão dos patrões portugueses, veio ontem e terreiro pressionar o PS para que se alie com a direita e esqueça os partidos da esquerda parlamentar. Ele foi bem claro ao afirmar que os empresários e industriais não tolerariam que o Governo negoceie ou com o PCP ou com o BE. Aliás, tal qual menino mimado, avisou logo com a sua birrinha: se o PS acordar políticas económicas com a esquerda os empresários não investem em Portugal. Lindo! Magnifico! Chantagem pura e dura. Este senhor faz lembrar aquelas criancinhas que quando jogam à bola, e a bola é sua, só aceitam que as suas regras prevaleçam. Se os outros não gostarem, viram as costas e vão se embora com a bola debaixo do braço. Eles não jogam mas, caramba, os outros também não!
Estas apreciações deliciosas de Van Zeller merecem-me três comentários fundamentais:
  1. Em democracia e desde que se aceite as regras do jogo, todos são iguais, sejam eles de esquerda ou de direita. Não há uns mais iguais que outros;
  2. Os senhores empresários não detêm, nem de perto nem de longe, o exclusivo da definição das regras do jogo económico, muito menos das soluções para a crise económica actual;
  3. Van Zeller deve lembrar-se sempre que se hoje estamos perante uma crise económica de dimensões épicas, o devemos a empresários como ele, que perfilhavam igualmente a ideia de que o mercado deve funcionar a belo prazer dos agentes económicos com mais poder;

 

Em resumo, o que este ele gostava era de ver regressar aqueles belos tempos em que os senhores patrões dispunham dos seus empregados a seu belo prazer e de acordo com as suas regras e necessidades (por mais loucas que estas fossem). Ele esquece-se que o tempo não pára e que, talvez, a maior conquista da humanidade tenha sido o desenvolvimento do conceito de Ser Humano e humanidade, com uma dignidade impar e inquestionável. 

 

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por M Bento às 17:30


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