Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

PROTEU



Sábado, 09.05.09

Um Criminoso Nunca Pode Ser Mártir! É Criminoso e Basta!

A propósito do que se tem passado no Bairro da Bela Vista em Setúbal. Em primeiro lugar é bom começar por esclarecer que reconheço que a dor de familiares é sempre um sentimento que nos lacera e rói por dentro. Mas quem rouba uma caixa multibanco, num hospital,  foge às autoridades colocando cidadãos inocentes em perigo e acaba morto por esse facto, não pode ser chorado como um mártir. Chore-se porque era um filho, um irmão, um namorado, enfim, um ente querido, mas apenas por isso. Não desejem, nunca, que essa dor seja partilhada por todos nós, que não passávamos de meros alvos possíveis dos seus crimes.Se ele não tivesse cometido o crime ou fugido às autoridades hoje, certamente, estaria a passar um normal fim-de-semana com os seus.

Por tudo isto não posso aceitar que se queira transformar os acontecimentos de Setúbal num movimento de revolta contra as autoridades. Elas cumpriram o seu papel. Os que agora protestam apenas podem estar legitimados para esse acto quando forem capazes de serem igualmente implacáveis para com todos aqueles que, sendo seus vizinhos, fazem do crime um modo de vida. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por M Bento às 17:32


1 comentário

De Zé da Burra o Alentejano a 12.05.2009 às 11:57

OS BANDOS DOMINAM NOS BAIRROS SOCIAIS

Os partidos de esquerda desculpam sistematicamente a criminalidade com o a pobreza e o desemprego. Parece terem receio de uma atitude mais enérgica na luta contra o crime. Será que ficaram traumatizados desde os tempos do fascismo? Esta postura está a desorientar o seu próprio eleitorado natural: os mais pobres que são também os mais desprotegidos face à criminalidade. Assim, os partidos de esquerda têm muita responsabilidade relativamente ao crescimento da extrema direita que tem um discurso bem mais sensato sobre o combate crime. Barack Obama – que se poderá considerar de esquerda – prometeu ser implacável no combate ao crime e defender ao mesmo tempo os mais desfavorecidos. Não me parece que isso seja incompatível.

Todos os dias vemos fechar Empresas jogando muita gente no desemprego e na pobreza. Frequentemente, ficam muitos meses de salários por pagar, levando essas pessoas a uma situação de desespero. Se fosse esse o motivo dos desacatos que se têm visto nos bairros sociais, então eles aconteceriam preferencialmente nas manifestações junto aos antigos locais de trabalho, onde se aglomeram muitas pessoas na mesma situação.
Não! o que se viu no Bairro da Bela Vista foi a homenagem a um criminoso abatido em flagrante pela polícia, numa atitude de desafio à própria polícia como que para testar a sua capacidade de reacção e para uma demonstração de força no bairro.

Há 50 anos a pobreza em Portugal não era menor que a de hoje e a criminalidade violenta era praticamente inexistente. Se mais pobreza implicasse mais criminalidade, então não teria sido assim. As estatísticas nem reflectem a nossa realidade porque muitas vítimas já nem se queixam porque sabem que os criminosos são rapidamente postos em liberdade, mesmo quando são capturados e depois ficam sujeitos a represálias. Mela mesma razão, vítimas e testemunhas escondem a face quando são entrevistadas pela televisão.

Já há algum tempo um Mayor de Nova Iorque decidiu que não se deveria menosprezar a pequena criminalidade nem os pequenos delitos, porque a sensação de impunidade se instala nos jovens delinquentes, estes vão facilmente progredindo para infracções cada vez mais graves até que a situação se torna incontrolável. Implementou então a célebre "Tolerância Zero" que, como se sabe, deu óptimos resultados, reduzindo num só ano a criminalidade em Nova Iorque em cerca de metade.

A actual política portuguesa de manter na rua os criminosos, mesmo depois de várias reincidências, faz (como dizia o Mayor ) crescer a sensação de impunidade: o criminoso continua com as suas actividades criminais, vai subindo o nível dos seus delitos e serve de exemplo para que outros delinquentes mais jovens sigam o mesmo caminho.

Mas existem muitas pessoas trabalhadoras e humildes nos bairros sociais que não levantam problemas e que só desejam que os deixem viver em paz, o que não acontece, porque estão reféns dos bandos de criminosos que dominam nesses bairros. Não se pode contar com essas pessoas para testemunharem qualquer acto criminoso a que assistam porque têm medo, medo de represálias porque não se sentem convenientemente protegidas pela polícia que também não pode estar sempre presente. Lembra as favelas brasileiras...só que no Brasil polícia e militares juntam esforços para combater o domínio dos bandos nas favelas e tem havido baixas parte a parte mas a polícia começa a chegar onde antes não se aventurava. Por cá, enquanto o crime cresce e toma posições de domínio, a polícia, apesar de vontade, nada pode fazer porque lhe falta a autoridade. Entretanto, Governo, Partidos, Bispos e outras organizações não compreendem o que se está a passar e fazem conjecturas absurdas sobre o motivo dos desacatos que é por demais evidente. Será que temos que cair no fundo?

O criminoso nunca pode ser mártir, isso poderá ser um agente no cumprimento da sua missão caso venha a ser assassinado, a que está sujeito e que por vezes acontece. Está tudo parvo! Então agora invertem-se os valores?
Zé da Burra o Alentejano

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Maio 2009

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31